Amor Próprio

Levou um tempo. Um tempão, eu diria. Mas ele chegou. O amor próprio começou a fazer parte da minha vida, finalmente. Eu sempre ouvi que era uma sensação maravilhosa, mas não imaginava como esse era um sentimento único. Estar bem comigo mesma é a garantia do grande poder da invencibilidade. Eu sou forte e suficiente. Todas as marcas do meu corpo são cicatrizes de tudo o que eu vivi para chegar até aqui. Os vinte quilos a mais patrocinados pela depressão mostram tudo o que eu enfrentei com a doença, bem como as marcas em meus tornozelos de todas as tentativas de suicídio. Eu já quis deixar de existir, sim. Mas, Graças a Oxalá, ao meu psiquiatra, à minha família e a mim, claro!, isso não faz mais parte da minha realidade. As manchinhas de acne do meu rosto são cicatrizes causadas pelo medicamento que mais me ajudou a equilibrar minha saúde mental. Os quilos a mais, as manchas e o sorriso não tão branco não me machucam mais: sinto muita gratidão por eles, na realidade. Eu sou grata por ter conseguido me conhecer durante o tratamento.

Eu não recebi alta, ainda falta muito para isso, mas o fato de eu entender que eu devo ser a pessoa mais importante para mim e a minha melhor companhia, me ajudou a reduzir quase a metade de medicamentos que eu tomo diariamente em um ano: em maio do ano passado eram nove. Hoje estou com cinco! Hoje eu posso dizer que sou uma pessoa feliz. Eu nunca fui a depressão, eu sempre a tive. Demorei, mas ainda bem que estou viva para enxergar isso! Obrigada a todos que me ajudaram e me ajudam nesse processo! Se você está enfrentando tudo isso, saiba que vai passar! Não abandone o tratamento e tenha fé. Tudo vai dar certo! 

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